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A classe trabalhadora em movimento Citroën 2CV AZU/AK [08.02.2009] ![]() Geralmente as carrinhas comerciais não eram muito apreciadas pela maioria dos coleccionadores, especialmente os mais virados para a competição. Mas os tempos mudam! E por essa Europa fora já há esta temática à venda nas bancas com o maior sucesso.
As carrinhas mistas (mais antigas que as tostas), sempre ocuparam um lugar importante nas tarefas ligeiras, deixando às actuais sucessoras que têm nomes de correio expresso a herança de uma vida útil dedicada ao pequeno comércio e indústria. Nas reproduções à escala, a Citroën bate a concorrência, tanto em variedade como em procura. Quem pensa que o maior número de coleccionadores temáticos é de Ferraris e Porsches, está enganado! As miniaturas de carros populares (com os quais a maioria das pessoas se identifica) são as que têm mais procura. Para além dos países francófonos, Portugal e Espanha sempre mantiveram uma forte ligação com a Citroën que já vem do período antes da guerra. Portanto, não admira que após a localização das fábricas em Mangualde e Vigo, essa ligação se acentuasse. Os encontros dos apaixonados do "double chevron" são disso reflexo e é aí que entra as miniaturas! É raro um actual possuidor de um clássico Citroën, não ter um pequeno museu em casa.
Hoje em dia fabricam-se miniaturas em grande variedade e com grande pormenor, mas carrinhas 2CV em escala reduzida, contemporâneas das verdadeiras, são hoje as mais cobiçadas. São disso prova os preços que atingem. Em Portugal existem várias com valores superiores a carros novos verdadeiros, adquiridas em leilões no estrangeiro. É sempre o coração (e a carteira) a falar mais alto que a razão… Divididas entre o plástico e o metal, a Norev, Nacoral, Clé, Vercor, Osul, Albacete, JRD, CIJ e Dinky Toys, todas elas com grande longevidade, foram as principais responsáveis pela produção da AZU e AK durante as décadas de 50 e 60 nas escalas 1/40 e 1/43. Por volta de 1956 a JRD começa a fabricar uma miniatura um pouco rudimentar e desproporcionada, ainda com a grelha que foi utilizada até 1953.
Um ano depois apareceu a Dinky Toys cuja versão dos bombeiros de Paris é a mais conhecida. As primeiras miniaturas em plástico foram as da Clé, mais pequenas e estreitas com uma escala a rondar 1/48, mas é a francesa Norev - que apesar de durante um largo período as suas carroçarias se deformarem, prolonga até aos nossos dias toda uma panóplia de irresistíveis variantes. O Planeta DeAgostini já tem à venda em alguns países da Europa uma colecção só de miniaturas comerciais antigas. Se chegar a Portugal é muito possível que apareça uma Citroën com publicidade ao "Grandela" ou à "Sacor", quem sabe… Álvaro Silva Outras Notícias: 12.05.2009 | Feira Regressa ao Caramulo a 13 de Junho08.01.2009 | Pepe: O Brinquedo Popular Outras Edições: 20102008 2007 |
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