23 de Junho 2006 - Museu do Caramulo, Portugal
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Líder mundial à escala 1/43 nos anos 90
Vitesse: Na fase do arranque
[12.02.2007]
Líder no mercado mundial à escala 1/43, durante os anos 90, a nossa Vitesse já começa a fazer sentir a sua ausência. Mas é também devido a esse facto que os collecionadores, agora, começam a olhar para essas miniaturas como verdadeiros objectos de desejo.

Foi em 1982, num discreto recanto da zona industrial de Gueifães na Maia, perto da "Invicta", que nasceu a fábrica que viria ser uma referência no mundo das miniaturas. O seu aparecimento deve-se principalmente a dois homens, Francisco Abrunhosa e o francês Bernard Peres que já tendo experiência nessa área, decidem aceitar o desafio feito por alguns empresários do norte. Criar uma indústria de miniaturas. Surge então a Vitesse como sendo apenas uma marca da empresa Maiense: Cinerius, Lda.
Apesar de inicialmente terem pensado na fabricação de brinquedos, rapidamente se aperceberam que o coleccionismo seria a chave do sucesso, para tal teriam que apostar na qualidade, reproduzindo com bastante pormenor e de forma fiel, os modelos escolhidos. A estreia recaiu sobre a réplica (com publicidade à "Martini") do Lancia Rally 037 com que Markku Allen fez a volta à Córsega em 1982. Este Vitesse apareceu com o nº 100 e o seu fabrico prolongou-se por mais de uma dezena de anos, visto a viabilização destes moldes que custavam cerca de dez mil contos, implicarem uma produção nunca inferior a umas largas dezenas de milhar de unidades. Destes Lancias foram produzidos com diferentes cores e decorações cerca de vinte modelos.

Neste mesmo período (1982-1984) dá-se o aparecimento da linha: Retro Vitesse, representando modelos clássicos, como o Chevrolet Corvette de 1960 (série 110), o BMW 328, semelhante ao Frazer-Nash (série 120), os Ferrari 250 Spyder Califórnia (série 140) e os Mercedes 170V (série 160).

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Os modelos dos catálogos desta época, eram desenhados por Fernando Pinto um reputado maquetista que desde sempre esteve ligado à Vitesse e que presentemente está a trabalhar a sua marca "Bizarre", na China. Para além de autênticas obras-primas que saíram das suas mãos à escala 1/24, contam-se também alguns trabalhos como "free-lancer" para outros fabricantes, como a Minichamps e Altaya. Lembram-se do Mercedes 180 Táxi Português?

A Vitesse deixou-nos em 2001, depois de uma experiência por terras do Oriente, local quase obrigatório a todos os fabricantes do modelismo industrial. O seu logo e moldes, foram parar a empresas como a IXO, Sun Star, Universal Hobbies e Nostalgie. São as "leis" do mercado que por vezes se sobrepõem à vontade dos homens. Resta-nos o legado, que de tão rico e extenso, quase se torna obrigatório que continuemos a falar do que foi a ascensão e queda deste gigante do modelismo mundial.
Álvaro Silva


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